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Colocar o impacto social no modelo de negócio já é uma realidade. Veja como nossas marcas parceiras fazem a diferença

Quando marca e causa se alinham para o bem: como Magalu construiu um dos maiores editais de combate à violência contra a mulher

O QUE É O PROJETO

O Programa MAGALU de Combate à Violência Contra a Mulher é um edital que, com o apoio operacional da Editora MOL, contemplou 20 ONGs brasileiras com recursos para ações de promoção à equidade de gênero.

QUEM FAZ

MOL Consultoria e Magazine Luiza

IMPACTO

R$ 2,65 milhões doados para 20 ONGs de combate à violência contra a mulher

O trabalho de consultoria de impacto com grandes redes varejistas funciona como uma tradução: a MOL Consultoria conecta grandes empresas a ONGs que precisam de ajuda, e faz com que a comunicação entre essas duas áreas se torne cada vez mais fluida. É um trabalho de criação de pontes em prol de um mundo melhor para todas as partes envolvidas.

A experiência da MOL nos últimos anos, em projetos como o Edital Sorria e o Adote Petz, mostrou que, mais do que criar produtos socioeditoriais que geram doação para causas, a editora poderia ajudar outras empresas a potencializar sua capacidade de gerar impacto positivo para a sociedade.

Em 2020, a MOL foi contatada por Ana Herzog, gerente de reputação e sustentabilidade do Magazine Luiza. Ela informou que a empresa estava preocupada com o aumento nos casos de violência contra a mulher durante a pandemia. Ela nos contou que o Magalu precisava de ajuda para fazer uma doação que chegasse aos lugares certos.

O Magalu e a Luiza Trajano são conhecidos por seu comprometimento com a causa da mulher: o aplicativo da loja tem um botão para denunciar agressores, e a empresa oferece um programa interno de apoio para funcionárias que sofreram violência. Mas dessa vez eles precisavam da nossa ajuda porque tinham um desafio especial: como ajudar mulheres de todos os rincões do Brasil? Como poderiam chegar naquelas que não usam o aplicativo, e que talvez as grandes ONGs ainda não estejam ajudando?

Violência não é só olho roxo
A melhor solução para garantir que o dinheiro chegaria aos lugares certos foi desenvolver um edital. O primeiro passo para isso foi fazer um mapeamento, para descobrir quem está na outra ponta do fio. Após uma apresentação minuciosa, detalhando quem já estava batalhando pela causa no Brasil todo, detalhando quais eram os problemas mais urgentes e frequentes no combate à violência contra a mulher (e também os menos visíveis), conseguimos ver claramente a diferença entre as ONGs que atuam em comunidades específicas e aquelas que têm alcance regional e nacional. E a partir disso, entendemos qual seria uma verba que causaria um impacto relevante e duradouro para essas organizações.

Foi necessário olhar para o assunto de forma mais ampla: violência não é apenas o olho roxo, mas também os danos mentais e à autonomia, muitas vezes com raízes econômicas. Sabe-se que muitas mulheres não denunciam seus agressores porque não conseguem romper o vínculo com eles. Então para avançar de verdade a causa, era necessário contemplar três braços: acesso à justiça, apoio à saúde física e mental, e geração de renda.

Por conta dos problemas sistêmicos do nosso país, o edital deu atenção extra a organizações de fora do eixo Rio-São Paulo e para propostas que trabalhassem a questão da mulher com causas cruzadas, com cuidado especial para pessoas não-brancas e para a comunidade LGBTQIAP+.

O edital foi ao ar no Prosas dia 26 de agosto de 2020. A estimativa era receber cerca de 200 inscrições. Em 30 dias, quase 600 ONGs registraram interesse no edital, e 459 delas completaram a inscrição. Se por um lado o número de inscrições mostra a urgência e a falta de apoio a essa causa, por outro também mostra um acerto no abordagem e na divulgação. Ficamos muito satisfeitos em ver que tínhamos inscrições de todos os estados brasileiros, com organizações de todos os segmentos de atuação.

Após uma primeira classificação e pontuação das ONGs, uma lista foi levada para o comitê de especialistas que faria a escolha final. Neste comitê estavam a própria Luiza Trajano, junto com as promotoras de justiça Silvia Chakian e Gabriela Mansur; Elizabete Leite Scheibmayr e Marisa Cesar (do Grupo Mulheres do Brasil); Jacira Melo (diretora do Instituto Patrícia Galvão); e Renata Cruppi (delegada de polícia da Delegacia de Defesa da Mulher de Diadema).

Em março de 2021, as 20 organizações contempladas pelo edital foram anunciadas (o resultado final está aqui), mas o trabalho não acaba aí.

Doar não basta. É preciso profissionalizar
Dar recursos e expertise é essencial para que o terceiro setor possa ter um crescimento sustentável. É por isso que as 20 selecionadas participarão de um curso de aceleração da Phomenta. A equipe da MOL voltada para o relacionamento com ONGs também mantém contato com as instituições.

Por meio dessa iniciativa, a MOL expandiu seus horizontes e encontrou mais um caminho para conectar o varejo com o terceiro setor, fortalecendo as causas nas quais indivíduos e empresas acreditam. E, claro, indo muito além de produtos socioeditoriais.

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